no faith in the human race (2)

Deparei-me, esta semana, num hipermercado com a marca Homéocaryl, dos Laboratórios Vitarmonyl. Esta marca tem vários produtos de higiene oral: pastas dentífricas e antisséptico oral. Os produtos mereceram a minha curiosidade por publicitarem, na embalagem [ver fotos em baixo], "compatibilidade com a homeopatia". Decidi investigar. De facto, no site institucional da marca, é descrito que os produtos Homéocaryl são compatíveis com a homeopatia devido à ausência de mentol na sua formulação. A ausência de mentol é justificada pela controvérsia em torno do efeito adverso da menta no decurso de tratamentos homeopáticos. De facto, outras marcas comercializam produtos publicitando a sua compatibilidade com a homeopatia devido à ausência de mentol: Emoform-F pure® (Wild Pharma), nenedent® (Dentinox).


Estou acostumado à dificuldade em encontrar informação (estudos que demonstrem a evidência científica) que sustente muita da publicidade relativa aos produtos homeopáticos. Mas fiz mais uma vez o esforço. A escassa informação que me é possível compilar na confusa malha de blogs, fóruns de discussão, páginas pessoais de homeopatas ou organizações de homeopatas [que em momento algum apresentam ligação para estudos objectivos onde se possa ler a descrição das experiências conduzidas] alerta para o fenómeno de "antidoting" que eu traduzirei para "efeito antídoto". De acordo com Erika Price* os medicamentos homeopáticos são essencialmente medicina vibracional [conceito que me é totalmente estranho depois de dez anos de estudo e investigação em química e biologia] e são facilmente anulados por outras vibrações materiais mais fortes. Estas vibrações fortes podem surgir de produtos com sabores ou aromas fortes: café, mentol, cânfora, camomila, eucalipto; mas também de cobertores eléctricos que, de acordo com a organização de Kristina Star**, afecta a actividade dos fármacos por via da alteração do campo electromagnético do corpo. Robert Field***, explica no fórum da Ressonance School of Homeopathy, que eventos emotivos como a morte de um familiar querido, um acidente, uma discussão forte ou uma simples reprimenda poderão provocar "efeito antídoto". O especialista aconselha o homeopata a investigar possíveis agentes antídotos sempre que um cliente reclama que um medicamento homeopático não esteja a surtir efeito.


Concluindo, o "efeito de antídoto" é um efeito observado pelos homeopatas quando os pacientes não respondem a determinado medicamento homeopático. Perante a ineficácia do medicamento, o homeopata procura perceber que vibração está a afectar a performance do medicamento. Esta experiência acumulada permitiu identificar uma lista de substâncias, eventos físicos e emocionais que alteraram a ressonância do corpo do paciente e que Robin Murphy**** compilou na sua enciclopédia Homeopathic Medical Repertory and Nature's Materia Medica. De entre estas substâncias encontra-se o mentol. Pelo que, se está a tomar medicamento homeopático, evite utilizar a pasta de dentes convencional. Use um dentífrico livre de mentol, pela sua saúde.


*Erika Price pratica a verdadeira Homeopatia Clássica. É licenciada com distinção pelo British Institute of Homeopathy (BIH), doutorada em Medicina Homeopática e membro do BIH. daqui


**Kristina Star usa a Homeopatia desde a infância. Licenciada pela H.A.S.C. (Homeopathic Academy of Southern California), e certificada para a prática de Homeopatia Clássica.


***Rober Field é diretor e professor da Resonance School of Homeopathy.


****Robin Murphy é homeopata, professor e autor de Homeopathic Medical Repertory and Nature's Materia Medica.




publicado por Rui C Pinto às 22:54 | link | indultar